quarta-feira, 15 de outubro de 2014


Ontem a presidente Dilma recebeu os resultados do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Bem, fica claro que entregar esse documento no meio da campanha é ser um instrumento de propaganda do governo Dilma. Uma forma de Dilma capitalizar os sentimentos difusos e confusos de mudanças que circulam na sociedade brasileira; além de que, é claro que dentre as várias reivindicações do ano passado, uma delas era por mais democracia, poder de participação popular, etc.

Como já venho dizendo faz tempo: o atual governo Dilma é o mais conservador dos governos do PT, foi o que mais tomou medidas para criminalizar os movimentos sociais e o mais afastado deles. O MST, aliado histórico do PT, só conseguiu uma audiência com o governo Dilma esse ano ( no seu Congresso em Brasília). A "mística" do Plebiscito "esconde" tudo isso e reforça a imagem de um Governo Federal próximo dos movimentos sociais e com verniz de esquerda. Espero, sinceramente, que os companheir@s que tocaram esse Plebiscito não se sintam enganados e meros instrumentos de propaganda do PT. Embora acho que é isso que vai acontecer.

Só uma lembrança histórica: em 2000 um gigante plebiscito foi feito sobre o pagamento e auditória da dívida pública. Sem internet popularizada como hoje e com bloqueio da mídia, o plebiscito conseguiu seis milhões de assinaturas pela auditória da dívida e fez uma pressão tão grande que o Ministro da Fazenda do governo FHC - Pedro Malan - teve que vir a público dar explicações sobre a questão. Quando Lula chegou ao governo, criou toda uma gigantesca propaganda com a ideia de que a dívida pública tinha sido paga e o Brasil não devia mais nada a ninguém. O resultado é que uma pauta que já estava capilarizada para além dos movimentos sociais, perdeu força e não tem mais apelo de mobilização de massa. Quando eu dava aula em um pré-vestibular e falava de dívida pública sempre tinha um alun@ para dizer que ela já tinha sido paga e que não existia mais problemas com isso. Espero que com a reforma política não aconteça o mesmo (e acho que vai acontecer).

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