domingo, 10 de maio de 2015

Breve histórico da luta comunista contra o racismo nos EUA



                
Os negros e negras proletários estadunidenses entraram num novo e intenso clico de lutas. Depois da chamada “Revolução dos Direitos Civis”, a reação da burguesia foi brutal. Ronald Reagan, líder da contrarrevolução neoliberal, iniciou a “guerra às drogas” e a construção de um Estado Penal como nunca antes visto. A população afrodescendente passou a ter direitos civis, mas agora são encarcerados em massa, vigiados, agredidos e mortos pela polícia como nunca. Hoje, nos EUA, temos mais negros presos que na época da escravidão [1]. A reação despótica da classe burguesa engendrou novas regressões nos direitos civis e políticos. Os EUA, atualmente, não têm sufrágio universal, a maioria dos afro-americanos são impedidos de votar de várias formas [2].
                    
Nesse novo ciclo de lutas, vale à pena relembrar, ainda que brevemente, a participação dos comunistas na luta contra o racismo, pela democracia e justiça social. Vou centrar-me no século XX para deixar o texto mais conciso e breve. Não pretendo fazer um histórico detalhado, mas deixarei muitas fontes bibliográficas para quem quiser aprofundar-se.

Os sentidos do leninismo: o combate ao racismo e colonialismo.
                      
                 
 Depois do fim da escravidão, como forma de controlar os afro-americanos que agora formariam a camada mais explorada do proletariado do país, foi criado o regime de segregação racial, Jim Crow. Uma sinergia curiosa foi montada: o poder público burguês nos estados do Sul agia de todas as formas possíveis para marcar toda cotidianidade com a forte hierarquização racial e a “sociedade civil” atuava como poder de polícia matando e torturando livremente qualquer pessoa negra que questionasse o estado-sociedade racialista. No Norte, embora a segregação não fosse explicitamente institucionalizada, também era presente e demarcava, inclusive, até os espaços de ocupação geográfica (bairros só para negros, os mais precários é claro; e bairros para brancos).
                  
Embora desde o início do século vários movimentos sociais de direito dos afro-americanos tenham surgindo e estivessem atuando, o seu sucesso era quase nulo. As estruturas de reprodução do estado-sociedade racialista pareciam fortes demais. O movimento socialista da Segunda Internacional não se dedicava como deveria à causa da libertação dos negros. Vários lideres eram indiferentes à causa negra, alguns eram racistas e muitos não aceitavam negros nos sindicatos e no partido.

“O movimento socialista anterior, do qual o Partido Comunista surgiu, jamais reconheceu a necessidade de um programa especial sobre a questão do negro. Esta era considerada pura e simplesmente um problema econômico, uma parte da luta entre os operários e os capitalistas; a ideia era que não se podia fazer nada sobre os problemas especiais da discriminação e a desigualdade antes da chegada ao socialismo” [3]
                 
Essa atitude dos socialistas dos EUA não era fato isolado. O movimento operário socialista da Segunda Internacional, com nobres exceções (como o grupo de Rosa Luxemburgo e os Bolcheviques na Rússia), não tratou da questão do racismo, não lutou contra o colonialismo ou apoiou o colonialismo. Mas tivemos uma virada histórica.
               
A Revolução Russa é lembrada principalmente por seu conteúdo socialista. Contudo, para a emancipação dos trabalhadores, outra dimensão da Revolução Russa não pode ser esquecida: ela foi a primeira revolução anticolonial e antirracismo de proporções mundiais. O domínio da autocracia czarista sobre as minorias nacionais do território russo era revestido de uma dominação racista - além da Rússia também ser uma potência colonial. Quando os Bolcheviques tomam o poder, eles fazem um chamado para todos os povos coloniais do mundo: libertam-se, quebrem suas correntes!
                  
Com a consolidação do Poder Soviético e sob a liderança de Lênin, o movimento operário passa por um processo de reorganização. A Terceira Internacional ou Internacional Comunista é fruto disso. A Internacional Comunista traça uma virada fundamental com o movimento operário anterior: agora combater o colonialismo e o racismo é dever fundamental de todo comunista; é questão de estratégia e de princípio. O leninismo marca uma ruptura drástica com qualquer forma de chauvinismo imperialista e racismo velado ou explícito.

Em relação a este mundo, Lênin representa uma ruptura não só no plano político, mas também epistemológico: a democracia não pode ser definida independentemente dos excluídos, "o despotismo" exercido sobre "bárbaros" obrigados à "obediência absoluta" própria dos escravos e as infâmias da expansão e do domínio colonial lança uma luz inquietante sobre os Estados Liberais, e não só que respeita à sua política interna (Losurdo, 2006, p. 18).
                  
Todos os partidos que aderiram à Terceira Internacional tiveram que combater de verdade o racismo e o colonialismo. Esta era uma das 21 condições para aderir à IC. Esse novo rumo do movimento comunista causou um impacto político em todo o “terceiro mundo”. Na África, Ásia, América Latina e nos guetos negros dos EUA, os comunistas começaram a ganhar força. Uma ruptura com a prática política anterior e a melhor formulação teórica do problema do racismo trouxeram os negros e negras para a luta comunista [4].

"Depois de novembro de 1917, esta nova doutrina, com ênfase especial nos negros, começou a ser transmitida ao movimento comunista norte-americano com a autoridade da Revolução Russa. Os russos,  na Comintern [nome russo para Internacional Comunista], começaram a enfrentar os comunistas norte-americanos com a exigência brusca e insistente de que abandonassem seus próprios preconceitos não declarados, que dessem atenção aos problemas e queixas especiais dos negros norte-americanos, que trabalhassem entre eles e que se convertessem em campeões de sua causa dentro da população branca" [5].
                
   O resultado é que os anos 20 e 30 foram de crescimento dos comunistas e fortalecimento no combate ao racismo como nunca tivera acontecido até então. Um exemplo é necessário para exemplificar esse processo. Durante as primeiras três décadas do século XX, o linchamento brutal de pessoas negras era regra nos estados do Sul. As seções públicas de tortura eram praticadas tanto pelo poder público burguês como pela “sociedade civil” (com total cobertura do Estado). Se existe uma situação de repressão tão violenta que pode ser descrita como totalitarismo, essa era a situação dos negros no sul dos EUA. Para termos ideia do nível da barbárie:

Talvez o ato mais brutal tenha sido o ocorrido em Valdosta, no Estado da Geórgia, em 1918. Mary Turner, uma mulher negra grávida, foi enforcada numa árvore, embebida com gasolina e queimada. Quando se balançava na corda, um homem da multidão puxou uma faca e abriu seu ventre. Seu filho caiu. “Deu dois gemidos fracos – e recebeu como resposta um pontapé de um valentão, no momento em que a vida era triturada nessa forma tão minúscula” (Jones, 1973, p. 15).
                     
A aceitação pública desses linchamentos era tão grande, que os jornais divulgavam até os anos trinta quando os linchamentos iriam acontecer e convidavam as pessoas para assistirem. Isso só mudou com a atuação dos comunistas. O partido Comunista dos EUA e a Internacional Comunista passaram a desenvolver campanhas nacionais e internacionais contra os linchamentos e a organizar formas de autodefesa. Sintetizando a ação dos comunistas:

A URSS de Stalin influencia poderosamente a luta dos afro-americanos (e dos povos coloniais) contra o despotismo racial. No Sul dos EUA, se assiste a um fenômeno novo e preocupante do ponto de vista da casta dominante: é a crescente 'imprudência' dos jovens negros. Estes, graças aos comunistas, começam, de fato, a receber o que o poder teimosamente lhes negava, a saber, uma cultura que vai muito além da instrução elementar tradicionalmente transmitida aos que estão destinados a fornecer trabalho semiescravo à serviço da raça dos senhores. Agora, porém, nas escolas organizadas pelo partido comunista no norte dos Estados Unidos ou nas escolas de Moscou, na URSS de Stalin, os negros se empenham em estudar economia, política, história mundial; interrogam essas disciplinas para compreender também as razões da dura sorte reservada a eles num país que se comporta como campeão da liberdade. Aqueles que frequentam tais escolas passam por uma mudança profunda: a "imprudência" censurada a eles pelo regime de white supremacy é, na realidade, a autoestima deles até aquele momento impedida e espizinhada (Losurdo, 2010, p. 280-281)
E:

O CSITN [Comitê Sindical Internacional dos Trabalhadores Negros] se envolveu ainda em outra campanha de solidariedade internacional. Desta vez foi para libertar o ativista sindical negro estadunidense Angelo Herndon. Este havia liderado uma manifestação de trabalhadores desempregados (Marcha da Fome) em junho de 1932 na cidade sulista de Atlanta e, por isso, foi preso e acusado de tentativa de insurreição. Um júri o condenou a 20 anos de prisão. Houve denúncias e manifestações em todo o mundo, encabeçadas pela IC e pela ISV. Herndon foi libertado algum tempo depois. Os negros estadunidenses sabiam que não estavam mais lutando sozinhos, tinham o apoio de uma forte corrente política socialista internacional – fato que aumentou a influência dos comunistas junto a essas comunidades não somente na América” [6].
                 
Não à toa, depois da segunda metade dos anos 30, não é mais possível achar em jornais dos EUA anunciou públicos de linchamento. Eles, é lógico, não sumiram de vez. Contudo, houve uma redução substancial e sua aceitação pública foi diminuída. Ampliando esse quadro, como já tratei em outro texto, a própria URSS era um exemplo de relações étnico-raciais não opressivas e sem discriminação [7]. E isso influenciava muito a luta dos afro-americanos pôr direitos civis e políticos:

Uma negra, delegada no Congresso Internacional das mulheres contra a guerra e o fascismo, que se realiza em Paris em 1934, fica extraordinariamente impressionada com as relações de igualdade e fraternidade, apesar das diferenças de línguas e de raça, que se instauram entre os participantes dessa iniciativa promovida pelos comunistas: 'Era o paraíso na terra'. Aqueles que chegam a Moscou - observa um historiador estadunidense contemporâneo - 'experimentam um sentido de liberdade inaudito no sul'. Um negro se apaixona por uma branca soviética e se casam, mesmo se depois, ao voltar à Pátria, não pode levá-la consigo, sabendo o destino que o sul aguarda aos que se mancham com a culpa da miscegenation e do abastardamento racional (Losurdo, 2010, p. 280-281)
                 

Situação depois da Segunda Guerra Mundial.

                    
Há uma reversão no quadro no pós-Segunda Guerra. Com a vitória da URSS sobre o nazifascismo – que, não custa lembrar, foi à vitória do maior símbolo de combate ao colonialismo sob o maior símbolo do racismo e do colonialismo –, a popularidade do comunismo no mundo sofre outra grande explosão. Temos a segunda grande onda de propagação das ideias comunistas. A burguesia dos EUA percebendo isso, passa a adotar uma política sanguinária de repressão aos comunistas. Perseguição de artistas, fechamento de gráficas e sedes do partido comunista, assassinatos de líderes, prisões ilegais, torturas, desaparecimentos, proibição do funcionamento do partido comunista e de qualquer outra organização comunista e várias outras medidas repressivas são tomadas. O marxismo só foi permitido e, com muitas restrições, dentro da universidade, assim como na ditadura empresarial-militar brasileira.
                     
Toda essa repressão causou uma baixa tremenda no partido comunista, mas não apagou todo o seu trabalho histórico. Se nos anos 50 e 60 o PC praticamente não podia atuar, o seu legado continua atuando:

“Em 1951, a Suprema Corte dos EUA estava debatendo se a segregação racial era ou não constitucional. O Departamento de Estado enviou um relatório aos juízes defendendo a inconstitucionalidade, caso contrário, a decisão poderia “favorecer o crescimento de movimentos comunistas e revolucionários” dentro do próprio país. Mesmo essa emancipação modesta não foi decidida de forma espontânea pelas classes dominantes, mas por medo do movimento comunista, em resposta a uma grande revolução que se desenvolvia no mundo” [8]
                 
 Nos anos 60, com o fortalecimento do movimento pelos direitos civis, as tendências pacifistas passam a dominar. Martin Luther King acaba virando o maior símbolo de um movimento negro que queria direitos civis e políticos iguais e um capitalismo não racista, lutando através dos métodos da não violência. Embora o movimento liderado por King também tenha sofrido repressão, ficou notório como vários segmentos da burguesia preferiam dialogar com King ao invés de tendências radicais, à época, simbolizada por Malcolm X [9].
                   
O regime Jim Crow foi derrubado. Ao que parecia a igualdade formal tinha sido estabelecida, mas na prática os afro-americanos ainda eram os mais pobres, tinham menos direitos sociais e econômicos e continuavam sobre um regime despótico garantido pela onipresente violência policial. Com o assassinato de King – ao que tudo indica pelo FBI-, as tendências radicais ganham força.
                      
Na segunda metade dos anos 60,  o Partido dos Panteras Negras é fundado, na cidade de Oakland. Os Panteras tinham forte inspiração no maoísmo (tendência de grande sucesso mundial na época), defendiam a autodefesa e auto-organização do povo negro e compreendiam que o racismo estava imbricado com a exploração e dominação de classe - que o combate ao racismo passa necessariamente pelo combate ao capitalismo [9].
                       
 Com clareza ideológica e forte disciplina, os Panteras Negras cresceram de forma espetacular. Em pouco tempo, em quase todo gueto negro dos EUA, existe uma célula dos Panteras. O seu programa político tornou-se um manifesto nacional na luta contra a opressão e a exploração. A CIA chegou a classificar os Panteras como a “maior ameaça ao capitalismo que tivemos até hoje em nosso país”. Nas comunidades onde os Panteras eram hegemônicos eles não só organizaram o povo contra violência policial, mas criaram  creches, escolas, bibliotecas, cuidavam da alimentação das crianças e escolarizavam os analfabetos. Era uma forma completa de poder popular.
                    
Evidentemente que a burguesia não demorou para reagir. E a reação foi avassaladora . De novo, a terra que se proclama como bastião da liberdade, não hesitou em usar assassinatos em massa, prisões ilegais, tortura, incêndios criminosos, estupros etc. FBI, CIA e policia, atacaram os Panteras de todas as formas possíveis. O confronto foi sanguinário; as forças desiguais. A balança só pendeu para o lado do poder burguês quando ele em parceria com traficantes internacionais de drogas colocou o crack nas comunidades para acabar com a organização política do gueto [11].
                    
 Sim, o crack foi criado como instrumento político para desarticular os guetos negros e destruir os Panteras Negras. O crack combinado com a repressão e a brutal propaganda dominada por monopólios da comunicação conseguiu neutralizar a ascensão da organização dos trabalhadores negros. O poder burguês, com a contrarrevolução neoliberal, depois de derrotar os Panteras Negras, quis garantir que os afro-americanos não seriam mais uma ameaça ao capitalismo racista. A burguesia passou à ofensiva. Usou o crack para destruir a organização política do gueto e a “guerra às drogas” como justificativa ideológica para uma megaoperação de hiperencarceramento e criminalização das comunidades negras:

Aqui queremos simplesmente observar que um importante motor por detrás do crescimento carcerário nos Estados Unidos foi a “guerra às drogas” – política cujo nome não é adequado, uma vez que designa, na realidade, uma guerra de guerrilha à perseguição penal aos traficantes das calçadas e aos consumidores pobres -, dirigida primordialmente contra os jovens das áreas urbanas centrais decadentes, para quem o comércio de narcóticos no varejo fornecia a fonte mais acessível e confiável de emprego lucrativo na esteira do recuo duplo do mercado de trabalho e do Estado de bem-estar. Trata-se de uma “guerra” que as autoridades não tinham razão algum em declarar em 1983, considerando que o uso de maconha e da cocaína estavam em declínio progressivo desde 1977-79 e que a abordagem utilizada nas campanhas antidrogas voltadas para redução da oferta tinha uma longa e bem conhecida história de fracasso nos Estados Unidos. Era completamente previsível que essa política atingiria de forma desproporcional os afro-americanos das classes inferiores [dominadas], visto que apontada diretamente para os bairros despossuídos do centro urbano decadente (Wacquant, 2007, p. 114-115).


Conclusão.
                 
                   
 Nos anos 90 e 2000, o movimento negro nos EUA foi caracterizado por sua quase inexistência e falta de expressão política. Aconteciam vários levantes negros de forma esporádica, normalmente contra a violência policial, mas sem uma conseqüência política e organizativa. Os comunistas acabaram praticamente sumindo da cena política dos EUA.
                    
 Os últimos dois anos, contudo, nos dão motivo para voltarmos a ter esperança. O movimento negro combativo renasce nos EUA e os Panteras Negras aparecem cada vez mais como um símbolo de luta a ser seguido. Inclusive, organizações vêm surgindo e se denominando como os “novos Panteras Negras” [12]. Embora os negros e negras dos EUA estejam ainda acumulando experiência organizativa e teórica nessa nova fase, todo acúmulo histórico que for aprofundado terá grande serventia nessa luta. E que os afro-americanos da classe trabalhadora dos EUA descubram o que seus ancestrais lutadores descobriram no passado: só se destrói o racismo destruindo o capitalismo.

Notas
[1] –http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/30858/sem+tempo+para+sonhar+eua+tem+mais+negros+na+prisao+hoje+do+que+escravos+no+seculo+xix.shtml
[2] –http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1745.
[3] – https://www.marxists.org/portugues/cannon/1959/05/08.htm
[4] –http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo249artigo139artigo212artigo5.pdf
[5] –https://www.marxists.org/portugues/cannon/1959/05/08.htm
[6] - http://www.pagina13.org.br/historia-humanidades/a-internacional-comunista-e-a-questao-racial-2a-parte/
[7] –http://www.diarioliberdade.org/mundo/antifascismo-e-anti-racismo/52622-ser-negro-na-uni%C3%A3o-sovi%C3%A9tica-e-nos-estados-unidos-uma-compara%C3%A7%C3%A3o-hist%C3%B3rica.html
[8] –http://operamundi.uol.com.br/conteudo/entrevistas/31615/losurdo+producao+das+emocoes+e+novo+estagio+do+controle+da+classe+dominante.shtml
[9] – http://www.adorocinema.com/filmes/filme-175581/
[10] – Sobre o nascimento dos Panteras Negras: https://www.youtube.com/watch?v=sKuyDdoo3NI
[11] –http://www.urutagua.uem.br/012/12jansen.htm
[12] - http://quoduniomystica.blogspot.com.br/2014/08/novo-grupo-de-autodefesa-inspirado-nos.html

Bibliografia.

Domenico Losurdo. Stalin: uma história crítica de uma lenda negra. Editora Revan. 2010.
Loic Wacquant. Punir os pobres. A nova gestão da miséria nos Estados Unidos [a onda punitiva]. 3° edição. Editora Revan. 2007.
James M. Jones. Racismo e preconceito. Editora Universidade de São Paulo. 1973.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

DEIXE AQUI SUA OPINIÃO!
responderei.