terça-feira, 14 de julho de 2015

Os esportes em Cuba: uma grande vitória do socialismo.

                     
Enquanto escrevo as linhas desse texto, Cuba está em terceiro lugar no Pan-Americano de Toronto, no Canadá. A ilha socialista tem 13 medalhas de ouro e 35 no total, atrás apenas dos EUA e do Canadá. EUA e Canadá são países extremamente ricos e considerados “desenvolvidos”, Cuba, por outro lado, é um país pequeno, com poucos recursos naturais e que vive todo tipo de agressão e sabotagem há mais de 50 anos pôr não abrir mão de sua independência política, econômica e pela escolha do socialismo.
                    
Dentre as várias conquistas da Revolução cubana e do socialismo, quero nesse texto destacar os esportes. Como é de amplo conhecimento de todos, Cuba como toda nação capitalista subdesenvolvida tinha altos índices de analfabetismo, miséria, exclusão social, desemprego, etc. Uma das páginas mais bela da revolução socialista foi criar a maior transformação educacional que as Américas já viram.
Pouco tempo depois da revolução Cuba já erradica o analfabetismo. Antes do governo socialista, a pequena ilha só tinha ganho 12 medalhas olímpicas, tinha apenas 8 mil professores de educação física e 15 mil esportistas. Cuba começou a investir a riqueza coletiva na criação de escolas, universidades, centros esportivos, formar profissionais nas áreas de educação, incentivar o esporte, etc. O resultado é que o país hoje tem 85 mil professores licenciados em cultura física, 145 medalhas olímpicas, 45% dos 11 milhões de cubanos praticam esportes (um dos índices mais altos do mundo), 23 mil cubanos são atletas de alto rendimento e Cuba tem um professor de educação física para cada 384 habitantes. O êxito cubano nos esportes é tão grande que entre 1995 e 2005, Cuba “exportou” 11 mil profissionais da área que trabalham em diversos países do mundo. Nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, 36 técnicos cubanos trabalhavam em outros países.
               
Contudo, esses dados podem não dar a dimensão do que é um país com esse nível de “cultura esportiva”. Acesso aos esportes diz muito sobre a economia, as formas de vida e o cotidiano das pessoas. Vamos pensar no caso do Brasil usando o exemplo de minha mãe. Dona Elza tem que estar no trabalho de 8h da manhã. Precisa acordar às 5h, pegar o ônibus de 5:40h, torcer para não pegar um grande engarrafamento. Depois passa 8 horas de trabalho em situação pouco edificantes. Lagar pouco depois das 17h e só consegue chegar em casa de 19:30 ou 20:00. No seu bairro não existe qualquer equipamento público de esporte, ela também nunca foi a uma competição esportiva e caso queira praticar algum esporte provavelmente não terá dinheiro para pagar (talvez no máximo uma academia mal equipada). É lógico que isso interfere na sua saúde, qualidade de vida e bem-estar psíquico. Dentre vários motivos, isso explica o fato de Cuba ter um Índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,863, enquanto o nosso é 0,813.
                    
Quando Cuba planificou a economia e tornou público os meios de produção (fábricas, fazendas, bancos etc.) toda riqueza socialmente produzida foi destinada ao bom uso-fruto coletivo. Saúde, educação, cultura, lazer, esportes, moradia e alimentação são prioridades absolutas na economia cubana. Mesmo sendo um país pobre, Cuba não tem miséria, não tem mendigos, não tem criança fora da escola, não tem ninguém morrendo na fila dos hospitais (como no Brasil). Essa “cultura esportiva” é reflexo dessa opção consciente pela lógica de funcionamento socialista. Enquanto em vários países do mundo, como Brasil, praticar esporte é um privilégio de classe ou o assistencialismo de alguma ONG, em Cuba é um direito social construído com a riqueza coletiva e feito para o bem-estar de todos.

http://cartamaior.com.br/?/Coluna/Malditos-comunistas-/22686

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