quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

"Syriennes" - "Syrians: a realidade das mulheres sírias.

O documentário abaixo foi uma indicação de André Drumond Ortega, assim como é de sua autoria o texto de apresentação. Espero que mais esse material ajude a compreender o que se passa na Síria.


Mulheres na Síria tem medo de perder sua liberdade caso os terroristas conservadores apoiados pelos Estados Unidos, pela Turquia e pelos arqui-misóginos da Arábia Saudita avancem. Isso não vai acontecer, para tristeza do PSTU - que comemora o avanço dos grupos mas quando fazem merda, ah aí fingem que apoiam "outros" que ninguém sabe quem são.
Vocês sabiam que na nova constituição (PORQUE SIM, HOUVE CONSTITUINTE) 50% do parlamento deve ser de operários e camponeses? Sabia que a presidente do parlamento é uma mulher jovem, universitária? Ela é uma das mulheres mais importantes em toda a política do mundo árabe, provavelmente a mais importante.
Eu olho para o parlamento sírio, olha para nossa assembleia maravilhosa e democrática.... que terrível "ditadura"....
"Se os rebeldes vencem não vamos poder continuar nossos estudos, vamos ser forçadas a ficar em casa e usar burka", disse uma das estudantes.
Vocês também vão conhecer uma treinadora de um time de futebol de meninos.
Vão conhecer uma menina artista hipster igual sua amiga estilosa de corte meio longo, meio curto. Ela também fala de como teme os terroristas e imagina que eles não permitirão ela continuar com seu mini ateliê.
Tudo isso é "degeneração" na boca dos rebeldes conservadores e inclusive de algumas mulheres ligadas a Irmandade Muçulmana. A diferença é que os "moderados" gostam de mulheres conservadoras e os mais radicais não querem deixar nem isso.
Uma das moças falado crime que é o bloqueio contra a Síria (como é o contra Cuba).
A partir dos 9 minutos vem mulheres que são refugiadas das zonas dos terroristas e até hoje temem uma vitória desses "revolucionários". Uma das mulheres nos lembra o que todo mundo que acompanhava viu aconteceu: a conversão de unidades do "Exército Sírio Livre" (nem sírio, nem livre) ao "Estado Islâmico"(nem Estado, nem Islâmico...). Ela conta que foi gradual e com o ESL elas não podiam sair e trabalhar, mas com o ISIS ficou ainda pior.
80% dos refugiados internos estavam em áreas do governo, agora deve ser um número maior. Outra conta sobre como os rebeldes as obrigavam a vestir burcas e só podiam sair de casa com um homem acompanhando, senão era chicote. Não podia ir no médico porque não tinha médica mulher....
"Pelo menos aqui somos livres", quer dizer, muitos sírios (que não ficam indo ameaçar os outros em manifestação) pensam assim, até dizendo que "bom, tem o governo Assad, não curto, ele não sai da presidência, mas pelo menos aqui somos livres".
Depois, mulheres arrumadas, maquiadas, como vemos na nossa noite, jovens, tomando cerveja.
Também vão ver uma professora de música, compositora e estudante de medicina. Ela é uma das testemunhas das muita vezes em que os rebeldes bombardearam um dos seus alvos favoritos: a casa de Opera e a academia de música (onde ela trabalha), ferindo dezenas. Eles odeiam cultura, dança, música... "Como mulher e música não vou poder fazer nada", se esses caras tomam o poder. "Não poderia fazer minha arte, meus concertos, nada". Ela é a menina do display do vídeo ai, da imagem que tá aparecendo.
Divulguem isso ao invés de divulgar notícia falsa dos sauditas, plantadas por conta de twitter de homem que nem vive na Síria. Tá aí a voz de mulheres sírias no lugar de operação psicológica tão suja.

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